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Estações

Miguel estava dormindo pesado, aninhado pelas cobertas. De repente, ele despertou no meio daquela noite fria. Olhou para o relógio: 4h39. Algo lhe roubou tempo de sono. Foi quando ele sentiu a saudade dela se espreguiçando dentro dele.  —  É inacreditável...Ela nunca vai embora?"  —,  ele pensou. E ao arder com aquela saudade  —  que agora se movia só de calcinha pelo seu quarto, fazendo-o arrancar e atirar para longe as cobertas e o moletom que o acolhiam naquelas baixas temperaturas  — , Miguel entendeu porque acordou: quando est avam juntos, o inverno era a estação preferida de ambos, porque entre eles era sempre verão. Artphotography: isi martínez by Unsplash

Re-encontro

A feira da 25 de Março fervia naquele verão sem azul de São Paulo. Joana vagava pelas ruas, lojinhas e barracas. Mais curiosa do que interessada, ela perguntava preços, procedências, conferia detalhes e ria sozinha de alguns produtos engraçados de tão improváveis, como uma vela em forma de maça que ao derreter vira um óleo corporal "beijável"... — Mas será que não vai queimar as partes sensíveis envolvidas? — Ela pensou entre sorrisinhos sem-vergonha... Em outro instante, quando se virou para perguntar o valor de uns pratos estampados com o rosto da Frida Kahlo, ela levou um susto! Perto dali, entre um pequeno grupo de quatro ou cinco pessoas, estava Miguel. Ele tinha acabado de puxar a máscara de proteção da pandemia do rosto para  beber uma Coca-Cola direto na garrafa, quase em um gole só, provavelmente para dar um soco refrescante naquele calor abafado. Mas, quem ficou gelada foi Joana... Imediatamente, ela procurou camuflagem na confusão das barracas e ficou alguns minuto

Remate

Não eram nem sete horas da manhã quando ela foi surpreendida por uma mensagem dele, depois de um tempo infinito de silêncio entre os dois: —  Saudade...   O corpo dela estremeceu.  Ela o conhecia. Sabia tudo o que havia por trás não daquela expressão lacônica, mas das reticências... Artwork: Tony McGee

Dose

Algumas vezes, tudo o que você precisa Para se curar, se entreter e escapar É de você mesma. Em altas doses... Na veia!

Entre abraços e roupas

O dia de Joana havia sido difícil: seu dente quebrou, o que a fez correr para o dentista, atrapalhando seu dia e acrescentando um custo não programado para o momento; os desafios do seu trabalho estavam maiores do que sua motivação; com menos tempo e dinheiro, ela teve que desmarcar uma viagem que queria muito fazer... Quando João chegou com seus braços abertos, como ele sempre chegava, Joana pulou neles. Ela ficou ali, aconchegada naquele abraço, muito quieta, por um tempo inusitadamente longo — Ei, você quer morar aqui no meu peito? — João perguntou entre sorrisos — Quero! —  ela respondeu curta, agarrando-se ainda mais a ele — Então pode trazer as malas — ele respondeu, dando um cheiro nos cabelos dela — Ela tirou as roupas... Photo: Getty Images Gallery

Infinito

“O que eu sinto por você é amor” . . . Aquelas palavras não saíram da boca de Joana Elas saíram de uma explosão no seu peito. Dizem que até hoje há fragmentos . . . No infinito . . . . . .