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Asas

Eu não me demoro mais onde me prende... Sou ar, brisa, ventania, movimento, vida e ar-te Se o seu lugar é ser gaiola, só me resta voar (para bem longe)

Zack Magiezi

Causa mortis Cortou os (im)pulsos   Zack Magiezi Artwork: Ilustração livro Hush, Hush de Becca FitzPatrick

Estou chegando

Deixo tudo para trás Para o já passou, foi ontem Deixo tudo o que machucou e doeu Por eu confundir, por ter me confundido Deixo todas as expectivas que me frustraram Porque não aconteceram, não foram reais ou justas Deixo pessoas, coisas, lugares, amores, memórias, datas Começo do agora, do caos, do hoje, desse tempo, desse capítulo Ouso re-escrever livros, roteiros, séries, filmes, contos, crônicas, posts Decido contar a minha própria história, com minhas palavras, nos meus termos Não deixo mais nada me enganar, me manipular, me devastar, me desviar, me deter . . . Nem eu mesma. Art photography: Heather Gaudio

Rendas

  Bem na frente dele, que a observa imóvel e interessado no que faz Ela organiza sua gaveta de lingeries, acomodando calcinha por calcinha A maioria é preta e de renda mas, de repente, aparece uma cor de rosa shock Algumas são estratégicamente transparentes na frente, como um véu às avessas Outras são comportadas mas muito cavadas; ou despudoradas, pedacinhos de nada Uma em especial é de rendas e seda lilás; tem um quê de realeza...é sua estreia na gaveta Muitas são de malha, esportivas e bem safadas: saem rápido e são puxadas  fácil para o lado Quase todas as calcinhas têm um modelo de soutien coordenado, mas ela às vezes mistura tudo Ou...não usa nada. Ele ama. Ela o provoca de um jeito que a vontade dele tem sempre pressa dela. Artwork: Mikhail Faletkin

Passagens compradas

Desistências nunca são premeditadas São vividas, sentidas, até que um dia explodem Uma implosão calada que atinge camadas profundas Com o impacto de reações, pecepções, frustrações, enganos Lançando destroços invisíveis para o espaço em muitas direções Nesse micro big-bang particular, você escolhe re-nascer ou sucumbir Encarando a dor, mas submergindo dela para olhar para novas direções Ou mergulhando na dor das decepções, covardias, equívocos, negligências  Optei pelo mergulho suicida algumas vezes, mas fiz o duro caminho de volta Essa opção acabou. Deixo doer sem nestesia, que é para a memória não esquecer  E parto... Quieta. Artwork: Undrey

Fernando Pessoa

Uma criatura de nervos modernos, de inteligência sem cortinas,  de sensibilidade acordada, tem a obrigação cerebral  de mudar de opinião e de certeza várias vezes no mesmo dia. Fernando Pessoa Artwork: Gilmar Fraga