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Mostrando postagens de Novembro, 2013

Trocas

As imagens dele eram como um videoclipe tátil. Ela via e sentia pedaços de pescoço, partes de pele e de cabelos. A resposta da pergunta que ela fez, a partir de um livro que estava lendo, sobre o que mais queria fazer com ele é essa: misturar-me em abraços perfumados por seu cheiro, em movimentos desordenados, sem forma, afetados pela textura da sua pele imperfeita, da sua barba, da sua roupa mal passada.
Quando pensava em sexo com ele a imagem era menos fragmentada, na verdade era bem focada, intensa, cheia de ritmos combinados, com corpos quase sempre na vertical, inclinados, recostados, safados, provocando expectativas, convenções e estabilidades físicas. Um sexo com muito rosto no rosto, com muita proximidade, temperado com respirações aquecidas, vozes baixas e altíssimos teores.
Não, não havia nada nem remotamente convencional nesse encontro que insiste em não ser casual, em surpreender pelo que evoca e em não acontecer de fato. Seria um encontro intelectual-poético? Quem sabe …