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Mostrando postagens de Julho, 2015

Fog

A frase ecoava em sua mente, enquanto ela andava em círculos pela cidade. Ele já estava fora há mais de um ano e tudo o que recebia dele eram apenas curtidas em posts aleatórios (como puxadas de ar) que ela publicava em suas redes sociais. Ele comentava muita coisa de muitos amigos, mas nada dela. Quando o fazia eram frases genéricas em posts genéricos, nunca em expressões mais pessoais.
Ela se sentia como um brand admirado por um consumidor eventual, daqueles que compraram apenas uma pequena e interessante peça, sem gastar muito, por oportunidade, e jamais retornarão à loja, embora fiquem de alguma forma ligados a ela para sempre.
A última vez que se viram era tudo o que ela tinha. A intensidade, os olhares que escaparam, os suspiros que abafaram o que jamais seria dito; o corpo que o traiu no último abraço e puxou o corpo dela não uma, nem duas, mas três vezes para junto dele, enquanto beijos se arrastavam em seu rosto, fazendo força para não tomarem outros destinos.
Enquanto ele a…