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Dia D (Parte 2)


Era um simples beijo...mas ele segurou seus braços com firmeza.
Não a estava machucando, mas tornou impossível ela se mover...

Ele então começou a beijá-la pelos braços, pelo ombros, pescoço
Desenhando pequeninas circunferências com uma língua quente, lubrificada, macia...

Ela estremecia, queria pular nele, se debater, mas ele a segurava...com força...enquanto continuava a subir e a descer pela lateral do seu corpo, como se pintasse um quadro, sem pressa de acabar, criando detalhes aqui, reforçando as cores lá...

Ela então entendeu as regras, seu corpo cedeu, aquietou, embora seus sentidos se tornassem cada vez mais explosivos. Ele percebeu que ela foi domada, afrouxou as mãos dos seus braços e a soltou, deixando tênues marcas vermelhas em torno deles. Ela não se mexeu.

Ele então mudou de caminho, foi passear no vão que divide o ventre dela, subindo  até o meio dos seus seios...ela ficou completamente arrepiada.

Ele percebeu, parou, olhou pra ela — que respirava forte em uma luta interna para permanecer quieta —, tomou fôlego, e continuou a escalada pelo seu pescoço até chegar à boca e tocá-la nos lábios, provocando uma intensa carícia de línguas. Ao mesmo tempo, foi entrando e saindo dela muito devagar, centímetro a centímetro, em um movimento quase imperceptível. 

Ela permaneceu imóvel, como um mar feito de gotas de todas as procedências, e não demoraria a desaguar...nele.




Photo: Ловченко Антон