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Mostrando postagens de Fevereiro, 2021

2021

  Estamos em um tempo repleto de ignorância ao redor Temos que achar uma camada neutra para lidar com isso Escolher algumas pessoas para mergulhos bem acompanhados Dar um tempo espiritualmente e fisicamente longe de tudo e todos Para nos re-compor, para nos acharmos e para mantermos o fio no lugar Photo: Ravshaniya

Pedra é Pedra.

Sensibilidade não se aprende. Ou tem ou não tem. É isso. Então não percamos tempo em querer ensinar. Sigamos em frente. Artwork: Augustynka

Lampejo

(...) Joana abraçou o livro que lia, para marcar a página em que o interrompera, e olhava para o nada de cima do terraço; acima dos lençóis brancos que jaziam na corda naquele dia sem ventos. Seu olhar não dava pistas: não era feliz, nem triste; nem vago, nem introspectivo. Sua mãe, sempre observadora, fitou-a naquela cena paralisada que parecia até um quadro e perguntou, enquanto retirava a mesa do café da manhã. — O que que você tem, menina? Onde esse livro te fez passear?   — Saudade...— Joana respondeu sem editar. — Saudade de quê, de quem?... — investigava a mãe — Dele...mas é uma saudade pura. — ela respondeu serena, enquanto lentamente voltava para o livro. — Eu heim? E como é isso? — É mãe. É uma saudade que não é urgente, não é carente, não é exigente, não é doída, não é inconformada e nem esperançosa. Não é uma saudade querelante. Ela se basta. — explicou Joana sem alterar o tom da voz. — Acho que entendi. Então não é uma recaída, ou é? — a mãe quis ter certeza. — Não, mãe. É