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Mostrando postagens de Maio, 2021

10 Imprescindíveis NÃOS!

Não me entrego Não me acomodo Não mando recado Não fico engasgada Não perco mais tempo Não enfeito mais pavão Não me engano por pouco Não me deixo dominar por medos Não tento mais falar grego com troianos Não tenho mais medo de falar ou ouvir nãos Artwork: Peggy Collins

Muitas coisas que amo

Chocolate Comer bananas Tomar espumante O filme Amélie Poulain A minha própria companhia Descobrir músicas novas no Spotify As tiradinhas espirituosas da minha mãe Mergulhar no mar bem fundo, furando ondas Escrever, me expressar, me descobrir, traduzir-me Dançar por horas em uma pista de música eletrônica Tirar fotos, olhar tudo exercitando ângulos melhores Uma noite encharcada de drinks, saliva, suor e fluidos Malhar e sentir todos os músculos do meu corpo vivos Ouvir música o dia todo, alimentando minhas playlists Dar risadas demoradas de bobagens com meus amigos O sorriso espontâneo dos meus filhos quando me vêem Ver arte, inspirar-me vendo visões fora de qualquer caixa Viajar para longe de tudo e todos, e para bem perto de mim A paz da minha casa e o aconchego dos seus detalhes afetivos Andar muito, observando, descobrindo, pensando, espairecendo Photo: Pedro Cury | Eu no Oi Futuro 2019

10 coisas que não gosto...

Quando a xícara balança e o café transborda, fazendo o líquido escorrer discreto, mas maculando o pires... De pessoas que não olham nos meus olhos, como se falassem atrás da vidraça fechada de uma janela. De pessoas que têm preguiça de sorrir porque, na verdade, não querem dar coisa alguma para pessoa nenhuma. De pessoas que falam sem parar, sem respirar, emendando assuntos, evitando contato até com elas próprias. De pessoas sem responsabilidade emocional, que provocam e cativam apenas para mero entretenimento do outro De grosserias gratuitas, não provocadas, não justificadas, verdadeiras "pedras em gatos" De horários impostos que brigam com o meu relógio interno e me roubam tempo bom.  De situações com começo, meio e fim, mas sem palavras, ações, fatos; alimentadas e sacrificadas na covardia da subjetividade. Quando ignoro minha intuição e percepção e insisto, mesmo quando eu toda digo não. De ver os olhos da minha mãe tristes. São como ver feridas em deuses. Artwork: Giulia